Jovens da comunidade LGBTQIA+ debatem sobre preconceito nas redes sociais
| Alessandra Aoqui na apresentação do 7º Colóquio da Escola de Comunicação e Estratégias Digitais (Foto: Ana Flávia Martin) |
As redes sociais são grandes aliados quando o assunto é difusão de informação. Com a praticidade dos aplicativos, é possível acompanhar, quase que eu primeira mão, as mais variadas notícias, seja de uma personalidade da mídia ou alguma tragédia recente. Mas será que todas as pessoas se sentem seguras no mundo virtual?
Para discutir esse questionamento, a estudante do 7º termo de Jornalismo, da Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Alessandra Aoqui, realizou um debate com a comunidade LGBTQIA+ sobre o preconceito vivenciado na pele, por meio das redes sociais.
O projeto, intitulado como “Debate crítico educomunicativo acerca do preconceito que a comunidade LGBTQIA+ sofre nas redes sociais”, foi realizado por meio da disciplina de Educomunicação e ministrado pela Professora Draª Thaisa Bacco. Para produzi-lo, foram feitos três encontros pela plataforma do Google Meet, com a participação de dois jovens da comunidade, entre eles um psicólogo para mediar a discussão.
| Debate sobre preconceito contra a comunidade LGBTQIA+ realizado pelo Google Meet (Foto: Alessandra Aoqui) |
RESULTADOS
No debate, realizado no segundo encontro, o integrante Murilo Roberto Nogueira Guedes de Lima, 26, compartilhou a dificuldade em manter sua autenticidade nas redes sociais, devido aos ataques que já sofreu por ser gay e, principalmente, drag queen.
O jovem utiliza um perfil específico no Instagram para sua drag, Alicia Taigo, e conta que gostou de participar do projeto, devido à abordagem da temática, que é inclusiva.
“Quando me procuraram para participar do projeto, já gostei de início que achei uma abordagem superbacana, um tema que não se vê muita gente falando e engloba uma arte que vem crescendo muito. Me senti ouvido, representado e me fez bem participar de um projeto tão inovador, foi muito legal para mim”, comenta.
Já para o psicólogo, Matheus Gustavo Alcantara, 24, o projeto evidencia a necessidade de discussão dos fenômenos sociais presentes. “Muito interessante e fico feliz de ver um conteúdo tão específico sendo discutido dentro do meio acadêmico”, explica Matheus.
Para a futura jornalista e idealizadora do projeto educomunicativo, o debate foi essencial para o aprendizado sobre a comunidade, que pode contribuir de alguma forma futuramente. “Eu tenho um grande círculo de amigos que são da comunidade e foi muito legal saber mais um pouco sobre o quanto eles sofrem com preconceito, transfobia, homofobia, etc.”, relata Alessandra.
Nome do projeto: Debate crítico educomunicativo acerca do preconceito que a comunidade LGBTQIA+ sofre nas redes sociais Ano: 2022 Autora: Alessandra Akemi Aoqui Solicite a peça teórica do projeto: thaisa@unoeste.br
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